O que falta é a regulamentação da lei... o que não podemos aceitar é a incorporação da gorjeta na remuneração do funcionário (isso já ocorre) e acesso irrestrito de uma comissão aos dados financeiros das empresas. Ninguém quer apropriar-se da gorjeta dos garçons, porém há distintas funções na operação de bares e restaurantes e, conseqüentemente atribuições diferentes para a mesma função.
Um garçom de restaurante é diferente de um bar, que é diferente de uma ¨ balada ¨. Alguns fazem tarefas completas e complexas e, outros apenas digitam o pedido. Temos gerentes, metres, cumins, passadores, auxiliares, bar-mens, chopeiros e garçons... Como dividir com esses funcionários e, quais percentuais de remuneração que podemos ter para cada função?... Como cobrar as contas nas máquinas de cartões, pois essas empresas cobram serviços e locações de equipamentos? ... O garçom terá sua própria máquina, ou a empresa arcará com uma parte da contribuição ¨expontânea¨?... Esse valor irá incorporar na remuneração para cálculos de férias, 13 salários e FGTS?...Como vemos há mais perguntas que respostas. O setor tem união, mas administrações pulverizadas. Temos que regulamentar, pois não estamos trabalhando na informalidade e devemos sempre buscar como meta a profissionalização.
Nosso setor, juntamente, com a construção civil é o que mais emprega nesse país. Geramos mais empregos com o menor investimento entre todos... O Brasil passa por uma fase de crescimento e precisamos de legisladores preocupados com a qualificação dos empregos. Devemos nos comprometer com o desenvolvimento das pessoas, já que o poder público nos deu essa tarefa - visto que sempre à frente nos processos de qualificação, profissionalização e tecnologia de processos do setor. Trabalhamos juntos e sempre buscamos soluções em conjunto. Os garçons querem ganhar salários maiores e os donos pagar mais. O que não queremos é outro meio de romper essa ligação.
Muito se fala e pouco se sabe. A grande maioria dos garçons são profissionais que não tinham qualquer qualificação. Portanto, são: treinados, capacitados e, muitas vezes, acabam construindo seu próprio Estabelecimento. Eles não precisam desses artifícios para receberem suas gorjetas honestamente, isso eles já tem. O que falta e o poder público, o legislador, dar condições para que possam exercer suas funções com dignidade. Inclusive os proprietários de bares, restaurantes e Casas Noturnas que trabalham em média 14 horas por dia.
Não precisamos de leis ¨ Populistas ¨. PRECISAMOS DE RESPEITO!.
Leandro Teixeira
Secretário-Geral Abrabar
Sócio do Bar Aos Democratas
(41) 9125-8205


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